Unplugged, com Sandy e sem Luana

Foram 7 dias de escuridão, muita coisa para contar, terei que dividir por dia. Sem energia, apenas com papel e caneta fui escrevendo o que estava acontecendo, para depois tentar colocar no blog. Vou tentar.

Dia 1- Segunda feira – o pior dia de todos / Parte I
O dia amanheceu horrível, chuvinha chata com muito vento e Luana bem caidinha. Minha branquinha não queria comer, bebia muito pouco e só saía da toquinha dela pra fazer xixi e nada mais. Não vinha esperar Lorenzo derrubar comida na hora do café da manhã, e nem ligou quando a chamei pra passear, foi quando decidi que era hora de leva-la ao veterinário. Liguei pela manhã e felizmente consegui um horário as 11:20, e quando perguntei se tinham para mais tarde, ele disse que não sabia pois dependia das condições do tempo, já que Sandy estava dando pinta por aqui. Saímos eu e Luana na chuva, ela na sacola pendurada no meu ombro, por 5 quarteiroes-avenidas, achei que não iria aguentar o peso, apesar dos 2 kilos que ela já havia perdido. Chegamos lá e quando a coloquei na mesa do veterinário ela nem se manifestou, do jeito que estava dentro da sacolinha ela ficou. Aquela reação me mandou um sinal tão ruim, que quando o vet me perguntou o que estava acontecendo não consegui nem começar a explicar, pedi desculpas e ele me ofereceu uma caixinha de lenço. Ela deveria estar tremendo de medo do médico, tentando fugir da mesa, ofegante, mas nada… a sensação que eu tinha era de estar vendo um passarinho doente nas minhas mãos sem poder voar. A tirei da sacolinha, ele a avaliou, ouviu todo o histórico e me disse que ela estava desidratada. Quando tirou a temperatura, febre de 40.5 C. Eu já chorando, disse a ele que fosse sincero, e que a única coisa que eu não queria era ver minha cachorra sofrer. A bexiga dela estava em espasmo, por isso ela ficava o tempo todo tentando urinar quando ficava de pé, mesmo que não houvesse mais nada pra sair. Já sabia o que o médico iria me dizer, mas foi difícil ouvi-lo dizendo que o câncer estava alí e isso não era reversível. Ele poderia dar antibióticos, um remédio forte para dor (ele disse que ela estava em desconforto), mas que não poderia dizer se ela voltaria a comer, se o espasmo da bexiga iria passar e que inevitavelmente eu voltaria lá para coloca-la para dormir (eutanásia) como acontece na maioria dos casos diagnosticados com esse tipo de tumor.

Nem preciso dizer o quão arrasada fiquei em ter que decidir alí se eu voltava com ela pra casa naquele estado e prorrogava sua vida (ou sofrimento) em um pouco mais de tempo apenas, ou a deixava ir embora em um estágio em que sabíamos não haver volta, e poupá-la de sofrimento maior, guarda-la na memória como aquela cachorrinha linda e pacata, feliz e brincalhona que sempre foi, protegê-la da dor. A razão e a emoção me pegaram de jeito e eu alí sozinha não sabia quem ouvir. Pedi ao médico que me desse um tempo para resolver, liguei para o Sergio e disse que Luana iria embora, senti então que minha decisão estava tomada. Desliguei o telefone, fiquei olhando para ela ali na mesa, na posição que ela sempre dormia e comecei minha despedida. Falei tudo que ela já sabia, que eu a amava demais e que jamais iria me esquecer dela. Não sei por que não a agarrei e dei muitos beijos, acho que no fundo eu não estava acreditando que alí seria mesmo o final. Fiquei parada chorando, fazendo carinho no seu corpo, quando ela resolveu ter uma reação ao ouvir alguém passando pelo corredor, e levantou a cabeça e as orelhas. Nesse momento, achei que aquilo era um sinal, como se ela quisesse me dizer que ela reagia e não estava tão mal assim. A peguei no colo e coloquei no chão, onde ela ficou sem andar, sem fugir pra porta como sempre fazia nas consultas. Se abaixou e começou a fazer xixi, era apenas isso que ela fazia nos últimos 3 dias. Coloquei-a de volta na mesa e comecei a falar as palavras que ela mais gostava de ouvir como “cookie” e “passear”. Ela me olhou, levantou a cabeça e as orelhas, mas não se levantou. Tudo que achei já estar decidido, voltou a estaca zero e quando o médico voltou e me viu chorando ainda mais do que antes, me falou sobre os remédios que poderíamos tentar e ver como ela passaria a noite. Ele quase me convenceu a leva-la de volta pra casa. Pedi que me respondesse sinceramente se achava que sua hora tinha chegado, ele disse que apesar de não querer influenciar na minha decisão, ou me induzir a fazer algo que me arrependesse depois, afirmou que sim. Levantou, examinou mais uma vez com toque e foi quando me disse que a bexiga estava em espasmo constante por isso ela não saía da posição de fazer xixi o tempo todo. Disse que sua qualidade de vida não era boa, que ela estava em desconforto e que ele tem certeza que aquela não era a cachorra que eu estava acostumada a ver. Ele tinha razão. Luana sempre teve receio de fazer xixi na nossa frente,  ela se encolhia toda apenas em me ouvir dizer “Não Luana, aí não pode fazer xixi!”. Sua tolerância a broncas era muito baixa,  mesmo que de leve era um pesadelo para ela, que muitas vezes segurava o xixi o dia inteiro quando eu não ia trabalhar para não fazer na minha frente mesmo que fosse no pad, o local onde ela era permitida a fazer. Da maneira como estava atualmente, ela fazia onde estivesse sem cerimônias pois não conseguia mais segurar e depois que acabava, me olhava desconfiada com o rabinho no meio das pernas, mas ao invés de bronca eu limpava e dizia a ela que estava ok, que eu entendia que ela não fazia porque queria, eu entendia a minha senhorinha idosa.

Fiquei ainda alguns minutos chorando enquanto o médico na maior paciência aguardava a minha resposta e quando pensei que inevitavelmente eu estaria outro dia alí de volta com ela num quadro ainda pior para fazer o que poderia ser feito naquela hora, preservando minha baixinha, evitando que ela sofresse, resolvi de novo que deveria seguir em frente e com firmeza mas muita dor, falei para ele que poderia fazer. Chorei muito, olhava pra ela o tempo todo como se quisesse encher minha mente com sua imagem, que eu não veria de novo. Quando ele voltou já com os remédios, me perguntou se eu ficaria na sala ou se eu preferia sair antes que aplicassem, mas decidi ficar com ela até o final, por mais doloroso que fosse seria ainda mais pra ela me ver saindo da sala e a deixando sozinha, então segurei sua cabecinha, e ele aplicou o tranquilizante. Eu me desesperei, o filme de nossa vida me passou pela cabeça enquanto eu sentia ela ficando molinha, relaxada, na mesma posição em que estava desde o começo. O ajudante veio para a aplicação do segundo medicamento, o que iria realmente levá-la embora. Quando o médico aplicou, o ajudante bem baixinho disse: “bye bye” e meu choro se tornou urros de desespero, eu não conseguia abraça-la nem beija-la, só conseguia chorar cada vez mais forte. Com o estetoscópio ele atestou que ela já tinha ido embora, e me avisou com um “she is gone”. Ele me deixou lá e me disse que eu poderia ficar até o momento que me sentisse pronta para sair. Fiquei olhando pra ela, sem acreditar que ela não mais existia, olhando sua barriguinha já mudando de consistência, não via mais o sobe e desce de sua respiração. Me despedi pela última vez e sem olhar pra trás fechei a porta e fui lá pagar sua última conta…

Foi tudo muito triste, obviamente todos que estavam na recepção ouviram meu choro e me viram sair dalí com a sacolinha vazia. Me lembrei do meu vizinho na porta do prédio com a coleira do cachorro também vazia, acabando de chegar do veterinário e passado pela mesma situação. Voltei sozinha na chuva, ainda bem que chovia, assim eu podia esconder o meu rosto e meus soluços atrás do guarda chuva . Voltei as 5 avenidas me lembrando do dia em que fui buscá-la no petshop, a última cachorrinha a ser vendida por ter sido a menor da ninhada. Era bem a cara dela esperar todos mamarem e pegar depois o que sobrasse. Me lembrei da carinha de medo e susto de quando ela entrou em casa pela primeira vez, da sua doçura, das nossas viagens, das inúmeras fotos lindas que tirei dela quando ainda era meu único bebê. Até um canguru de cachorro comprei para andar com ela no metrô quando a levava para trabalhar comigo no escritório. Desabei quando cheguei no jardim do prédio ao ver o lugar onde ela mais gostava de estar. Tentei chorar alí o máximo que podia para chegar em casa com o mínimo possível dessa tristeza. As crianças estavam comendo e ainda não sabiam de nada. Quando abracei o Sergio e não me contive, foi que a Luna percebeu que algo havia acontecido e então contamos a ela. Ficou triste pela Luana, mas acho que ficou ainda mais preocupada em ver a mãe triste e chorando, mas quando ouvi ela cochichando com o pai que queria comprar flores para alegrar a mamãe, me deu forças para conseguir segurar a tristeza um pouco mais.

A Chegada de Sandy – Dia 1/ Parte 2

Agua invadindo a calçada

No finalzinho da tarde o marido foi tirar algumas fotos no rio (onde já estava bloqueado pela polícia) e nós em casa esquentamos a água no panelão para tomar banho. Tentei em vão dar uma organizada na casa, mas a cabeça não funcionava direito, só consegui mesmo fazer o básico e esperar a Sandy chegar. Já chovia bastante e Luna não saía da janela esperando para ver o furacão. Enquanto eu preparava a janta, Sandy chegou com tudo, era vento para todos os lados, a água começou a invadir nossa rua que fica ha um quarteirão do East River. Quando começou a alagar é que nos demos conta que não demos a devida importância ao evento e não retiramos nossa scooter da rua. Vimos a água subir, passar a altura da sua roda e depois derrubá-la. Por sorte o carro que estava na sua frente a impediu de sair boiando. Sergio tentou descer com suas botas quando a água ainda estava na altura da roda, para tentar tira-la de lá, mas como os ventos estavam bem fortes, ele recuou. Assistimos a tudo, as pessoas se aventurando irresponsavelmente no meio da água a pé e de bicicleta, enquanto a polícia pedia para que saíssem imediatamente. A água avançava, os carros boiavam, árvores caíam, e a gente ficava na janela lamentando a falta de seriedade dada ao furacão, pois agora tínhamos uma moto submersa na água que provavelmente não vai mais funcionar, e as 3 bicicletas no basement que nessa altura do campeonato já estava todo tomado pela água.

Crianças na cama e a energia elétrica foi embora. Estávamos no escuro, tínhamos lanternas mas não muitas baterias. Pegamos as velas e tivemos nosso primeiro jantar a luz de velas. Quando a água começou a baixar, Sergio desceu as escadas munido de lanternas e botas para tentar resgatar o defunto. Se aventurou na água que já havia baixado bastante e conseguiu mudar a moto de lugar. Fomos dormir depois de assistir à enchente, era minha primeira noite no escuro e sem a Luana na sua caminha azul…
[nggallery id=1]

Bookmark the permalink.

37 Responses to Unplugged, com Sandy e sem Luana

  1. Me acabei de chorar!!!
    Queria poder te dar o abraço bem Brasileiro após a partida da Luana

  2. Sua historia me trouce muitas lembranças… Fiz o mesmo com meu dog ñ faz muito tempo, tbm tive q escolher entre sua vida ou seu descanso e por mais que nós sofremos por perder uma parte da família eles estão bem e cuidando de nós onde estiverem. Um forte abraço fica com Deus.

  3. Chorei com vc Mo, a saudade nunca vai embora mas a cerreza de q vc fez o melhor pela sua companheirona deve acalmar seu coracao. Aguardo mais cenas da semana da tempestade. Bjs

  4. Nossa, chorei muito. Me lembrei da Luana ainda bebe qdo conhecemos lah naquele apt de vcs no Brooklyn. Muitos anos atras. Vc foi muito corajosa e ficou com ela ateh o final, Mo tenha sua consciencia traquila que fez seu papel de mae da Luana sempre lindamente e terminou assim apesar da dor. O Sandy foi muito forte por aih fico feliz que vcs sairam bem eh isso que importo. Ainda estou por aqui vamos nos encontrar mais vezes. Beijo grande em todos vcs!

  5. Ronisia says:

    Mô, me acabei de chorar lendo seu post, estou aqui no trabalho sem conter as lágrimas… Eu sinto muito pela sua perda, sinto mesmo…
    beijos mil!

  6. Debora Wolf says:

    Chorei litros lendo sua história com Luana, não sei se já comentei aqui, mas entro no blog sempre que posso…

  7. Heloisa says:

    Sinto muito. Agora, só o tempo para diminuir essa dor. Torço por você.

  8. Janaina Maciag says:

    Monica,
    Muito triste, chorei muito e nao consigo mais parar de chorar com a historia da Luana.
    Sinto muito pela perda da sua cachorrinha tao linda que acompanhou seu blog por tantos anos.
    Eu tenho um cachorrinho agora e embora fosse a unica aqui em casa contra a presenca dele, hoje ja nao consigo imaginar nossa familia sem ele.
    Imagino a sua dor em ve-la partir.
    Muita forca para vc!
    Bjs

  9. ingrid Littmann says:

    Oh! Mô que coisa mais triste! lembro da Luana pequena fofa, branquinha, todas as aventuras- estorias e fotos de voces. Ela que fez parte desse blog encheu a vida de cada um que passou por aqui. Ficaram muitas saudades mas a gente tem muita coisa boa pra contar juntinho com voce. Uma coisa a gente tem certeza ela ficará para sempre em nos nossos corações. Muita força para você minha querida. beijos

  10. Ai que triste Monica 🙁 A Luana era um doce mesmo, nossa, ainda me lembro dela no parque do Ibirapuera e nas vezes que fomos na sua casa. Acho que ela foi a primeira cachorra que deu uma lambida na Julia, quando ela era ainda bebê! Não vamos esquecer dela mesmo.

  11. Priscila Rapini says:

    Monica que triste 🙁
    Chorei mto com o post… nem posso imaginar sua dor (tb tenho um westie e ele é minha alegria de viver)!! Vc fez o que era o melhor pra ela, tenho certeza que ela estará sempre olhando por vc. Força!!! bjs

  12. Vinicius says:

    Acompanho seu blog a anos, comentei pouquíssimas vezes, mas tocado com o ocorrido, gostaria de deixar meu abraço apertado. Lendo o post lembrei da ocasião que passei pela mesma situação, com meu companheiro de 16 anos. É muito duro, difícil. Desejo-lhe Paz.

  13. Vagner Godoy says:

    Cara, vc me fez chorar com o relato da partida da Luana. Impressionante…

  14. Monica says:

    Desculpem se fui muito detalhista no post, mas era algo que eu precisava fazer, desabafar, por pra fora… ainda dói muito, sinto muita falta da minha baixinha. Obrigada a todos pelas palavras de carinho.

  15. juba says:

    caralho.. caralho… que merda monica…caralho…

  16. Jucimara Gouvêa says:

    Agora ví onde comentar no post atual.
    Que bom que vc lembra de mim Mônica.
    Pois é na época queria encontrar vc, mas a vida corrida em NY, não permitiu.
    Hj a Kalindi (minha filha humana), é webdesign tambem.
    Está morando em Boston, é frelancer (vc tambem é, né?)

    No caso da Luana, vc não foi detalhista, é pq todos aqui tem uma ligação com os bichinhos (acredito eu) .
    E ela esta gracinha!!!
    E as Luna e Lorenzo, estão falando algo sobre a Luana?
    Abraços pra vc e seus filhotes!

  17. Debora says:

    Nossa Mônica to me matando de chorar…

    Minha cachorrinha Patty morreu com o mesmo problema e da mesma forma da Luana (no dia 23/12/2011)… Digo que ela me esperou para morrer, pois em 2010 me mudei pra Curitiba e nessa ocasião falei que ela estava proibida de morrer quando eu não estivesse ao seu lado… então ela me esperou chegar para passar as festas de final de ano para ficar bem mal e ir para o veterinário…

    Enfim é uma dor que doí muito e só quem ama um animalzinho sabe… Força.

    Beijinhos.

  18. Beatriz says:

    Eu sinto muitíssimo pela sua dor!! Eu tenho uma branquinha q eh minha vida!! E imagino o q deve estr sentindo!! Mas foi muito corajosa e honrou o amor q unia vcs duas, ficando com ela até o último instante!!
    Fique em paz!! 🙂

  19. Soraya says:

    Mônica, chorei muito sentindo a tua dor. Já passei por isso há alguns anos atrás e hoje tenho um yorkshire de 3 anos que está crescendo com meu filho. Não quero nem pensar que este dia vai chegar…

  20. Emanuelle Bento says:

    Mo, Acompanho vc e sua família há tanto tempo… e nutro por vcs um grande carinho. Cachorros são anjos que Deus põe em nossa vida pra nos fazer feliz, apesar das dificuldades. Que seu coração seja confortado com uma lambida! Um bj em vcs!

  21. Valeria Marchetti says:

    Nossa Me acabei de chorar..acompanho seu blog a muito tempo desde que a Luana era sua única filha..muito triste. Mas agora ela esta descansando sem dor…e com certeza brincando lá no céu…acredite ela não quer ver vcs tristes….fique em paz bjuss

  22. Livia Ochiai says:

    Oi Monica, sinto muito pelo acontecimento com a Luana, que ela esteja em paz agora, ja passei por isso e sei como é difícil lidar com a doença e a perda!

  23. Adriana says:

    Monica,
    Me acabei de chorar com esse post, pois me fez lembrar de quando perdi minha cachorrinha Madonna, vitima de uma insuficiência renal provocada por um CA.

  24. Elaine Domingues says:

    Monica, acesso o seu blog há anos, desde o comecinho…Acabei de ler sobre a Luana e lembro que qdo. li o post anterior a esse, fiquei triste por saber que ela não estava bem….Chorei muito aqui e estou com o meu coração apertado, parece que passou um filme na minha cabeça…Passei por essa mesma situação com o meu cachorro, só que ele era cardíaco…Fomos correndo ao veterinário, pois ele já não estava bem e voltamos com o carro vazio, foi muito triste…Eu e minha mãe ficamos com ele naquela mesa até o último soprinho de vida, ele foi guerreiro, assim como a Luana, lutou muito pra viver, mas no final já estava cansado….Era dia 31 de dezembro e até hoje não consigo comemorar essa data com a mesma animação de antes….Te desejo muita força, pois sei a dor que vc esta sentindo…E desabafar como vc fez no post, é sempre um caminho pra amenizar a dor…Bjs

  25. Monica,
    Acompanho seu blog há muitos anos e nunca havia postado nada, porém não pude deixar de colocar aqui minha solidariedade a você neste momento tão triste. Sei o quanto a Luana era importante na sua vida e sei também como seu coração deve estar apertadinho ainda. Obrigada por compartilhar suas histórias de vida conosco. Um grande beijo no seu coração.

  26. carla ferraz says:

    Monica leio seu blog ha varios anos acompanho a historia da sua cachorrinha e sua gravidez! Chorei ao ler seu posting, sinto muito pelo ocorrido, mas acho que nao ha palavras que irao te consolar.
    Tenho uma cachorrinha Satya que eh a alegria da minha vida, ela eh tudo de bom e nem sei como vou ficar se algo acontecer com ela. Once again, sorry for your loss.

  27. Nossa, que emoção que eu senti neste post!
    A gente se acostuma e nossos animais se tornam tão importantes pra gente, né?
    Força pra vc, menina! Lembre dos momentos bons com a sua companheirinha!
    Tenho sonho de conhecer NY e quem sabe em breve.
    Mas para ir matando a vonte, vou te acompanhar por aqui!

    Se cuida,

  28. Delma says:

    OI Monica

    Nossa, fiquei muito emocionada mesmo com a perda da Luana. Até parece que a filhota era minha. Desde que sou mãe de um cachorro, o Charlie, só de pensar em perdê-lo já me dá um desespero. Desde que descobri que Luana estava doente, em um dos seus posts, torci muito mesmo para que ela ficasse boa. É uma pena, e imagino o tamanho de sua dor, pois sei que o amor de um cachorro é um dos mais verdadeiros. Espero que Deus lhe dê força para vc se confortar.
    Um beijo e um abraço bem apertado

    Delma

  29. Raquel Michels says:

    Monica, meus sentimentos. Acompanho seu blog ha 4 anos, tenho uma filha da mesma idade, tambem de setembro (18/09) assim como a Luna. Sei muito bem o que vc esta sentindo, pois ha 3 meses tbm perdi minha Filomena, de apenas 7 anos pelo mesmo motivo da Luana. Meu marido saiu de casa com ela numa terca feira em direcao ao veterinario e la ela ficou. Tentamos salva-la, ficamos no mesmo dilema que vc, porem na sexta feira ela acordou muito ruim e entao meu marido deciciu o mesmo que vc. A hora que ele me ligou, desabei a chorar tbm. Na minha cabeca tbm passou um filme da nossa vida com ela. Estava no meu trabalho e nem consegui ficar a tarde, tamanha minha tristeza. Sentimos muito, muito mesmo a falta da nossa Filo. (uma schnauzzer sal/pimenta). Comecei a ler seu post e nem preciso dizer que lagrimas comecaram a escorrer pelo meu rosto. Te desejo tudo de bom! Quanto ao Sandy, meu irmao mora em New Haven – CT e tambem ficamos preocupados com eles, mas Gracas a Deus, todos estao bem. Fiquem com Deus. Um beijo.

  30. wilma says:

    Ah!! que triste, a Luana que foi um dos primeiros anjos de 4 patas que conheci nesse mundo virtual, tenho até fotinha dela aqui nos meus arquivos, ela e o Oliver e agora tantos outros por esse mundão, que tristeza, nem sei quantos anos ela tinha…mais um anjo que se foi…e fico pensando nas minhas que são 4, passar por esse momento é muito difícil, que o tempo console você. Mas eu gostaria muito de vê-la no seu template, pra mim ela sempre fez parte de sua família, desculpe se você pensa diferente…

  31. Caterina says:

    É impressionante como a gente é capaz de se envolver na vida e na história das pessoas. Eu acompanho seu blog há anos, desde quando vc contava sobre a gravidez da Luna. Dificilmente comento -talvez uma ou duas vezes – e no decorrer dos anos acabei vindo menos vezes te visitar, não sabia da morte da Luana e sinto MUITO MESMO. Consigo mensurar sim a sua dor, e é impressionante como a gente também sente, já que acompanhamos seu blog desde sempre, assim como a vida linda que você construiu. Tenho certeza que vc ficará bem e que tomou a melhor decisão. E a mais difícil também, pois você não foi egoísta. te admiro muito, desde sempre.

  32. Adriana chacon says:

    Mônica, não tive como conter as lágrimas lendo tudo que vc escreveu. É muito grande o amor que sentimos por esses seres celestiais, esses cachorrinhos tão puros e tão fiéis que nos conquistam no primeiro olhar. Acompanho seu blog há muitos anos e sempre fui fã da Luana, você nao tinha nem a Luna ainda… Imagino sua tristeza pois já passei por perda parecida, só o tempo ameniza a dor, deixando na memória as boas lembranças. Deixo meu apoio e um pronfundo “sinto muito” pelo que aconteceu, um forte abraço, Adriana Chacon.

  33. Aída Lisboa Marinho says:

    Oi Monica, achei muito lindo seu texto, também perdi minha cachorrinha há dois meses. A saudade não passa, ao contrário, tudo me lembra dela, digo que ela era minha amiga, minha companheira, todos em casa sentiram demais, minha filha, meu marido, mas quem mais sofre sou eu, fico sem quere falar no assunto, pode incomodar ou entristece-los, daí que foi bom ler seu texto e de alguma forma ter alguém com quem compartilhar.

  34. Sheila Wayszceyk says:

    Oi Monica, sei o que vocês está sentindo. Passei por essa dor da eutanásia duas vezes seguidas. Chorei muito lendo seu post. Muita força para você.

  35. Kelly says:

    Meu Deus que emocao e que dor perder la. E triste perder quem agente ama demais. Forca Monica.

Deixe um comentário